Eu não entendo... Porque as pessoas não conseguem deixar as outras em paz. Não tem motivo para fazer isso, meio que torturar. Se faz de bobo, idiota. Eu não ligo, não acho que é tortura. Eu dou risada. É engraçado assisti-lo tentando chamar atenção. Me dizendo: "Não me esqueça", "Eu to aqui hein".
Tapas. É isso. São como tapas. A pessoa vem, te da um tapa, e corre. Dali algumas semanas, outro tapa, e corre de novo. Porque não vem e conversa como um ser humano normal?
Mensagens erradas, curtidas nas redes sociais, solicitações, conversa e diz "Até mais tarde" e nunca mais. Bom, isso ta sendo ótimo pra mim. Eu to muito mais feliz do que antes! Eu estou saindo de casa muito mais do que eu costumava sair. Estou vendo meus amigos. Fazendo novos amigos. Conversando com quem eu quero, e sobre o que eu quero.
Eu odeio perder amigos. Isso é um fato. Perder amigos me machuca, me machuca muito! Porque amizade tem que ser pra sempre! Me dói perder amigos, dói mesmo. Uma pessoa que não tem nada a ver com nada, simplesmente para de falar comigo, vira a cara, me exclui. Não me importo. Tenho muito mais amigos para compensar a perda de um.
Eu vou ficar forte. Por eles. Pela minha familia. Não preciso de mais ninguém. Por isso não quero ninguém agora. Quatro caras já pediram para namorar comigo nesse período de tempo. Eu disse não. Por que? Porque não gostava de nenhum. Se eu namorasse com algum deles seria pela competiçãozinha de: "Vamo ve quem namora primeiro". Vá a merda que eu faço isso. Ficar com uma pessoa sendo que você não gosta dela, é tortura para a pessoa. É maldade. Isso eu não faço. Ficar "por experiencia" coisa de idiota, coisa ridicula.
Eu to feliz. Animada. Não quero parar em casa. Eu to viva! Quero me mexer, sair, ver o mundo, as pessoas. Aprender a gostar delas.
É isso. Estou aqui graças aos meus amigos e a minha família. Eu amo vocês.
quinta-feira, 25 de abril de 2013
quinta-feira, 18 de abril de 2013
O Abraço
Hoje eu abracei alguém que a
muito tempo não abraçava. Quem me conhece sabe que eu simplesmente amo abraços.
É o que mais importa pra mim.
Abraço é uma coisa inocente e
sentimental. Duas pessoas que se importam uma com a outra. Eu digo ‘daquele’
abraço, o real. Não o falso. Abraços falsos pra mim são como um tapa, um soco
na cara. É a pior coisa que alguém poderia fazer, dar um falso abraço. Um de
desgosto.
Meu abraço preferido é o de
saudade. Aquele que você não vê a pessoa a muito tempo, ou até mesmo a pouco
tempo, mas a saudade é enorme. Vocês se abraçam e simplesmente não querem
soltar. Podem até surgir lagrimas, mas um sorriso é certeza que vai aparecer. É
aquele abraço gostoso, que te envolve até a alma. Que faz o mundo parar de
rodar. Você não se importa com mais nada, só com aquele momento de inocência.
Eu odeio o abraço de despedida, é
horrível. Eu realmente o ODEIO. É uma coisa triste. E quando as pessoas que
estão se abraçando, não querem se separar, ou seja, se distanciar, é aquele
abraço que precisa de uma terceira pessoa para dizer “Ei, a gente tem que ir.
Vamo.”. Então vocês se olham, como se dissessem “Não, por favor. Vem comigo,
vem.”. Ambos sabem que tem que se separarem. Conforme um vai pra cada lado,
sempre tem aquela ultima olhada. Só uma ultima amostra daquela pessoa. As vezes
tem as lagrimas. As vezes não. Mas sempre tem aquela magoada. Aquela tristeza
que vem. A saudade.
Eu sei disso tudo porque já dei e
já recebi vários abraços de despedida. Todo ano eu tenho que fazer isso. Meus
primos vem, ficam um tempo e se vão por um ano. Você abraça um, abraça outro,
mas sempre tem aquele, ou no meu caso, aquela, que na hora da despedida, você
chora como uma criança.
Eu estou chorando agora,
acreditam? As letras estão todas embaçadas. É porque eu sinto falta dela. Antes
eu não sentia tanto, mas ficamos tão ligadas. Eu amo aquela garotinha. Mas eu
tenho um problema. Ela começou a me usar de exemplo. Ela não pode fazer isso. E
eu não posso pisar na bola. Tenho que fingir que sou um bom exemplo. Mas eu sou
um péssimo exemplo!
Antes eu já me considerava um mau
exemplo. Mas agora. Estou MUITO pior. Futuramente vocês vão saber o porquê. Eu
vou explicar tudo direitinho. Coisas que ninguém, além de mim, sabe. NINGUÉM.
Coisas que estão na minha cabeça. Coisas que eu nunca havia dito.
Comecei esse texto somente
dizendo que abracei alguém que não abraçava a tempos. Alguém que eu achei que
nossa amizade seria destruída. Mas não foi. Não tem motivo. E escrevi isso
somente para dizer que eu gostei do abraço. Eu tava precisando de um assim.
Mesmo que tenha sido zuado no final. Eu gostei.
(Ps: Imagem nada inocente. Mas eu gostei.)
Amigo da esquina
Eai meu velho amigo, como andam
as coisas? Devem estar ótimas, bem melhores. Como posso começar esse texto?
Bom, vou começar tropeçando nas palavras, depois eu pego o jeito.
Lembro quando você morava longe,
muito longe. Morava num lugar inalcançável.
Depois, morou um pouquinho mais
perto. E logo logo, já era meu amigo da esquina. Noites e dias, dias e noites,
blablabla o tempo todo
Para minha surpresa, você virou
meu vizinho. Não dava pra acreditar! Vizinho? Sim. Lembro quando passava na sua
casa, e ouvia suas músicas. E minhas músicas também. Meus olhos brilhavam tanto
quanto os seus quando o assunto era música.
Você propunha coisas para
fazermos, eu dizia sim. Sim. Sim. Claro que se fosse algo que eu realmente não
quisesse fazer, eu diria não. Mas mesmo assim, eu ainda pensaria duas vezes
antes de dizer não. Eu tinha medo, eu me sentia descartável. Era isso, agora eu
entendo. Eu me sentia descartável como uma boneca. “Se essa não aceitar isso,
eu pego outra”. Boba.
Tempo vai, tempo vem. Tempo
passa.
Meu colega de quarto! Acredita?
Pra quem morava longe, num lugar inalcançável. Se tornar meu colega de quarto?!
Assim, tão perto? Tão confiável?
Não me sentia mais descartável. A
um tempo eu já dizia não a certas coisas, mas com desculpas. Me desculpe
querido amigo, por ter mentido. Mas, quando eu inventava desculpas era porque
ainda me sentia um pouco descartável. Idiota.
Bom, agora que somos colegas de
quarto, posso parar com as desculpas, e
dizer o que quero, e o que não quero. Simples assim. Chega de mentiras e
de enganações.
Não.
Estava enganada. Mas não me
arrependo de nada. Se disse não, poxa, é porque não quero. Simples. Só eu sabia
que já tinha me sacrificado varias outra vezes.
E foi isso. Amigo deveria ter
sido sincera, desde o começo sabia como o livro iria terminar. Eu sabia.
Bom, fomos para Golden Bridge. Se
lembra? Nesse dia eu estava feliz, o dia mais feliz da minha vida. Como assim?
Nem eu entendia. Todo mundo veio falar comigo, muita gente mesmo. E ninguém
entendia porque eu estava feliz. Muitos disseram que nunca tinham me visto tão
alegre. Eu também não sei porque. Não tem uma explicação lógica. Cadê as
lágrimas? Será que não haveria nenhuma? Não sei. Só me sentia, alegremente,
radiantemente, feliz. E foi assim nas seguintes semanas.
Então, de um lugar inalcançável
passou a meu amigo da esquina, depois vizinho (com nossas músicas). Depois
colega de quarto. Agora, você se mudou. Pra onde? Não sei. Nem sei se me
importo. Acho que sim, acho que não. Sei lá.
Mudou-se. Amigo, para onde? Amigo?
Nem disso acho que posso te chamar. Talvez, colega? Conhecido? Alguém que eu já
conheci...
Não sei. Essas palavras são
cruéis. Sinto que não estão certas. Mas são tudo que me resta. Tudo.
terça-feira, 16 de abril de 2013
One More Night
É isso, mais uma noite. Porque,
porque? Eu não deveria, eu não quero... Não quero mais chorar, eu não aguento
mais. Principalmente por isso. Já passou, já foi. Porque eu continuo? Na verdade,
não quero chorar por mais nada. Nada nem ninguém. Cansei.
Hoje foi apenas mais uma noite em
que eu chorei. Enquanto andava de mãos dadas com... com um grande amigo... eu
refletia sobre tudo. Até que em certo momento, eu não estava mais lá. Fisicamente
sim, mas mentalmente... Nem eu sei onde estava. Eu lembrei de tantas coisas,
boas, ruins. Memórias.
Eu estava no modo automático, minhas
pernas se moviam... Esquerda, direita, esquerda, direita... Em passos curtos e
desanimados eu prosseguia pelas ruas. Sentia meu corpo pesado, meus pés se
arrastavam pelo chão. Uma mágoa enorme crescia dentro de mim. Eu sabia que
nessa noite, pelo menos uma porção dessa mágoa iria sair.
Estava com um casaco, vermelho
(que por curiosidade, tenho dois iguais), porém não sentia frio ou calor. Não sentia
nada além de uma terrível dor de cabeça e uma ardência nos olhos.
Eu parava de chorar, e começava
de novo. Varias vezes. A lua me fez chorar. Eu não faço a mínima ideia do
porque. Ela me fez lembrar. Merda, memórias. As estrelas, mal me lembro da
ultima vez parei para observa-las. Hoje o céu estava parecendo um grande telão,
com uma lua mágica e com estrelas estrategicamente posicionadas. Intrigante.
Conforme íamos caminhando, eu
reparava em pontos das ruas. E lembrava de coisas que, que estavam muito no
fundo dos meus pensamentos. Coisas pequenas, breves momentos. Eu lembrei, não sei
como. Somente lembrei. Eu vi as coisas acontecendo na minha frente, o carro. Eu
me lembro dele. Opala se não me engano. Claro que era Opala, Gg ficou fascinado
nele. Tirou várias fotos. É.
Apertei sua mão, ele não entendia
o porque. Só apertava minha mão de volta, e olhava pra mim. As vezes quando ele
parava de andar, e ficava pra trás. Eu chorava, muito. Porem não mudava meu
corpo, me segurava pra ele não perceber que estava desmoronando bem na sua
frente. Depois ele acelerava e me alcançava, e lá estávamos nós. De mãos dadas
novamente.
Os carros passavam e seus faróis
iluminavam e refletiam em minhas lágrimas, criando pequenos pontos brilhantes
em minha visão. Bonito, triste.
Já estava retornando para casa,
com os olhos mais ardentes ainda, agora vermelhos e inchados também. Com minha
cabeça prestes a explodir.
Enquanto caminhava pensava em
tudo. Lembrava de tudo. Merda
.
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