terça-feira, 16 de abril de 2013

One More Night


É isso, mais uma noite. Porque, porque? Eu não deveria, eu não quero... Não quero mais chorar, eu não aguento mais. Principalmente por isso. Já passou, já foi. Porque eu continuo? Na verdade, não quero chorar por mais nada. Nada nem ninguém. Cansei.
Hoje foi apenas mais uma noite em que eu chorei. Enquanto andava de mãos dadas com... com um grande amigo... eu refletia sobre tudo. Até que em certo momento, eu não estava mais lá. Fisicamente sim, mas mentalmente... Nem eu sei onde estava. Eu lembrei de tantas coisas, boas, ruins. Memórias.
Eu estava no modo automático, minhas pernas se moviam... Esquerda, direita, esquerda, direita... Em passos curtos e desanimados eu prosseguia pelas ruas. Sentia meu corpo pesado, meus pés se arrastavam pelo chão. Uma mágoa enorme crescia dentro de mim. Eu sabia que nessa noite, pelo menos uma porção dessa mágoa iria sair.
Estava com um casaco, vermelho (que por curiosidade, tenho dois iguais), porém não sentia frio ou calor. Não sentia nada além de uma terrível dor de cabeça e uma ardência nos olhos.
Eu parava de chorar, e começava de novo. Varias vezes. A lua me fez chorar. Eu não faço a mínima ideia do porque. Ela me fez lembrar. Merda, memórias. As estrelas, mal me lembro da ultima vez parei para observa-las. Hoje o céu estava parecendo um grande telão, com uma lua mágica e com estrelas estrategicamente posicionadas. Intrigante.
Conforme íamos caminhando, eu reparava em pontos das ruas. E lembrava de coisas que, que estavam muito no fundo dos meus pensamentos. Coisas pequenas, breves momentos. Eu lembrei, não sei como. Somente lembrei. Eu vi as coisas acontecendo na minha frente, o carro. Eu me lembro dele. Opala se não me engano. Claro que era Opala, Gg ficou fascinado nele. Tirou várias fotos. É.
Apertei sua mão, ele não entendia o porque. Só apertava minha mão de volta, e olhava pra mim. As vezes quando ele parava de andar, e ficava pra trás. Eu chorava, muito. Porem não mudava meu corpo, me segurava pra ele não perceber que estava desmoronando bem na sua frente. Depois ele acelerava e me alcançava, e lá estávamos nós. De mãos dadas novamente.
Os carros passavam e seus faróis iluminavam e refletiam em minhas lágrimas, criando pequenos pontos brilhantes em minha visão. Bonito, triste.
Já estava retornando para casa, com os olhos mais ardentes ainda, agora vermelhos e inchados também. Com minha cabeça prestes a explodir.
Enquanto caminhava pensava em tudo. Lembrava de tudo. Merda
.

Nenhum comentário:

Postar um comentário